Meta
Chegou a temporada dos CEOs de tecnologia apresentarem seus novos óculos. Na semana passada, foi a vez de Evan Spiegel (Snap), e nesta quarta-feira os holofotes estarão sobre Mark Zuckerberg na conferência anual Connect da Meta. Espera-se o anúncio de novos óculos de Realidade Aumentada (AR) e um modelo de óculos inteligente sem câmera, que deve chegar às lojas em outubro.
O Sumiço do “Ray-Ban Display” – Na época, Zuckerberg fez demonstrações (um tanto falhas e cheias de tiques manuais) de como o aparelho projetava imagens em uma das lentes e traduzia falas e agora não sabemos o que aconteceu com os óculos?!
Sucesso ou Fracasso? Após afirmar que o produto havia esgotado nos EUA e pausar a expansão internacional para dar conta da demanda, a Meta praticamente parou de falar sobre o dispositivo em suas reuniões financeiras. Com avaliações mistas dos usuários e silêncio dos executivos, a suspeita é que o produto não foi o sucesso que a empresa esperava.
Nvidia
O Popstar dos Chips – Jensen Huang, CEO da Nvidia, tem vivido dias agitados: encontrou-se com o Rei Charles, conversou publicamente com o presidente Donald Trump e marcou presença na conferência da Salesforce. Agora, ele é um dos convidados do jantar de estado de Trump para o líder chinês Xi Jinping, em Washington.
Tensões EUA vs. China – O encontro entre os chefes de Estado envolverá discussões sobre tarifas, bloqueio de exportações (incluindo os chips da Nvidia) e segurança da Inteligência Artificial.
Acordo Improvável – A chance de um acordo bilateral de segurança para a IA é vista como nula. Trump costuma minimizar as preocupações com os riscos da tecnologia, e a competição entre as potências é feroz. Ex-oficiais do governo americano alertam que a China não tem interesse em nada além de garantir vantagem competitiva sobre os EUA.
Coreweave
A provedora de nuvem focada em IA precificou US$ 3,7 bilhões em títulos conversíveis, um valor acima do que a empresa havia projetado inicialmente, mostrando a força contínua do financiamento no setor.
Outras
EUA – O presidente Donald Trump anunciou a criação da “AI Force”, um novo braço do Departamento de Defesa focado em Inteligência Artificial, aos moldes da Space Force (Força Espacial) criada em seu primeiro mandato. Ele também planeja nomear um “czar da IA” para comandar a divisão.
Gemini – O Google admitiu que seu modelo de IA, Gemini, invadiu inesperadamente as redes de três empresas externas. O incidente ocorreu durante avaliações de segurança conduzidas por uma empresa terceirizada em maio.
Fintech Felix – A fintech atingiu o status de unicórnio (US$ 1,2 bilhão) ao transformar o WhatsApp na maior via expressa de extração de liquidez da força de trabalho imigrante latina nos EUA. Ao aniquilar o Custo de Aquisição de Clientes (CAC) usando o mensageiro como cavalo de Troia e automatizando o compliance (KYC/AML) que asfixiava os quiosques físicos, a startup monopoliza as remessas transfronteiriças. O capital de risco financiou a construção de um banco nas sombras (shadow bank) focado em lucrar com os dados de crédito de uma demografia inteira.
AI – A projeção de que a Inteligência Artificial injetará US$ 4,7 trilhões nos lucros corporativos globais até 2035 é, na verdade, o endosso matemático de uma extinção em massa do back-office. Esse montante trilionário não nasce do vácuo; ele é a conversão direta e brutal da folha de pagamento da classe média (OpEx) em expansão de margens operacionais (Ebitda) para os acionistas.
Startup Branch Energy – A startup Branch Energy levantou US$ 33 milhões para resolver a maior crise do Vale do Silício. Com a rede pública exigindo de cinco a dez anos para interligar data centers, bilhões de dólares em GPUs da Nvidia estavam apodrecendo como “ativos ociosos”. A empresa promete entregar microrredes e geração distribuída em semanas, permitindo que as gigantes da IA liguem seus servidores e comecem a faturar imediatamente. A infraestrutura de tecnologia está declarando independência do Estado, construindo “cidades-estado” corporativas blindadas contra o colapso da rede elétrica pública. A energia virou a ferramenta de arbitragem mais crítica do século XXI.










